Ainda me impressiono ao constatar que o pensar é a chave para o saber. Nos últimos dias me pus a pensar sobre a relação entre a filosofia e a ciência. Basicamente cheguei a uma conclusão que será revista, de que uma é interdependente da outra, e que sozinhas conduzem o homem a caminhos obscuros. Vejo que algo de dual existe, ambas dispõem de forças opostas mas não contrárias que impulsionam uma a outra.
Eis que os pensamentos criados acabaram por me permitir notar uma literatura que expressa de maneira aproximada o que venho construindo em meu pensar. Deparei-me com o livro Educação matemática: da teoria à prática do autor Ubiratan D'Ambrosio, o qual vou reproduzir parte da introdução deste livro em cor diferenciada.
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A educação em geral depende de variáveis que se aglomeram em direções muito amplas:
a) o aluno que está no processo educativo, como um indivíduo procurando realizar suas aspirações e responder às suas inquietudes;
b) sua inserção na sociedade e as expectativas da sociedade com relação a ele;
c) as estratégias dessa sociedade para realizar essas expectativas;
d) os agentes e os instrumentos para executar essas estratégias;
e) o conteúdo que é parte dessa estratégia.
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Essas dimensões múltiplas da paz: paz interior, paz social, paz ambiental, que têm como conseqüência a paz militar, são os objetivos primeiros de qualquer sistema educacional, são as únicas justificativas de qualquer esforço para o avanço científico e tecnológico, e deveriam ser o substrato de todo discurso político.
Esse deve ser o sonho do ser humano. Essa é a essência de ser humano. É o ser [substantivo] humano procurando ser [verbo] humano. Repito o que disseram dois eminentes matemáticos, Albert Einstein e Bertrand Russel, no Manifesto Pugwash de 1955:"Esqueçam-se de tudo e lembrem-se da humanidade." Procuro, nas minhas propostas de educação matemática, seguir os ensinamentos desses dois grandes mestres, dos quais aprendi muito de matemática, mas sobretudo de humanidade.
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Minha ciência e meu conhecimento estão subordinados ao meu humanismo. Como educador matemático procuro utilizar aquilo que aprendi como matemático para realizar minha missão de educador. Divulgar essa mensagem é o meu propósito como formador de formadores.
Em termos muito claros e diretos: o aluno é mais importante que programas e conteúdos. Vejo educação como a estratégia mais importante para levar o indivíduo a estar em paz consigo mesmo e com o seu entorno social, cultural e natural e a se localizar numa realidade cósmica.
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Talvez seja necessário relembrar o leitor, para uma melhor compreensão contextual de que vários matemáticos de destaque da antiguidade também eram filósofos, e a matemática era uma das ferramentas pelas quais eles tentavam compreender e expressar o mundo.
Livro parcial no Google Books
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