Diálogo do Espírito

IconCriar o diálogo, sendo o mais franco possível. De minhas experiências de vida e conclusões, podemos obter um outro ponto de vista.

Conceito Filosófico de Espírito

Espírito é definido pelo conjunto total das faculdades intelectuais. Os três grandes momentos no devir dialético da realidade são a idéia, a natureza, o espírito. A idéia constitui o princípio inteligível da realidade; a natureza é a exteriorização da idéia no espaço e no tempo; o espírito é o retorno da idéia para si mesma. Estas três grandes partes do sistema representam ao mesmo tempo os três momentos do método absoluto: afirmação, negação e unidade de ambas. O absoluto é primeiramente pensamento puro e imaterial; depois existência exterior ao puro pensamento, dissolução do pensamento no tempo e no espaço (é a natureza). Em terceiro lugar, o absoluto regressa da sua existência exterior, da sua alienação de si para si; neste regresso converte-se no pensamento que se conhece a si mesmo, que existe por si mesmo: o espírito.

A vida e o medo

Sou muito crítico em relação a sociedade em que vivo. Do meu ponto de vista está tudo muito errado, estamos vivendo em uma ilusão que nos torna prisioneiros de luxos ilusórios e medos. Todo o tempo, tudo o que vejo, penso em como é, e como poderia ser, e como deveria acontecer para mudar, mas a pergunta que não encontro uma resposta satisfatória é: Por que os outros não vêem isso?

Tenho várias respostas, mas gostaria de ter apenas uma, assim quem sabe eu também encontraria uma solução. Lógico que a solução para um problema não é a solução para o problema geral. A resposta de um problema sempre leva a uma questão sobre outro problema maior, até que cheguemos à causa primeira.

Com isso em mente, descobri um dos maiores agentes limitadores de todos os seres humano: O medo. De tão influente, ele cria barreiras inexistentes, ignorando todos os nossos sentidos e raciocínios. Todas as decisões e ações que tomamos são limitadas pelo nosso medo, medo este vindo de um complexo sistema de crenças sociais. O homem não consegue ser ele em sua essência verdadeira por que tem medo de suas ações. Não é novidade a ninguém que muitas e muitas vezes temos vontade de fazer o contrário do que realizamos, e por que não fazemos? O medo atua de forma tão explícita que chegamos a pensar "por que não posso". Por que não posso? Ora, sejamos franco, você pode tudo o que sua mente é capaz de imaginar e sua vontade capaz de promover, e se em algum momento nós nos limitamos é por puro medo.

  • Medo de magoar os outros. Você acha que é tão insubstituível que seus semelhantes não sobreviverão sem você?
  • Medo de represálias. A justiça humana não passa de uma piada, a única coisa que você não pode fazer é o que você não tem condições de fazer. As regras e leis criadas por quem se julga melhor do que os outros é ilusória. Por mais que sejam criados papéis com citações que se aplicam somente a quem é mais conveniente, todo o resto do mundo funciona sem essas leis.
  • Medo da justiça divina. Se tal coisa existe, com certeza ela é maligna em sua essência, pois permite que as mais terríveis atrocidades sejam cometidas impunemente. A única justiça que existe é a da consciência.

Pensar desta forma é a diferença entre fazer o que se acha correto e não fazer o que se tem medo.

 
 
 
 

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