Diálogo do Espírito

IconCriar o diálogo, sendo o mais franco possível. De minhas experiências de vida e conclusões, podemos obter um outro ponto de vista.

Conceito Filosófico de Espírito

Espírito é definido pelo conjunto total das faculdades intelectuais. Os três grandes momentos no devir dialético da realidade são a idéia, a natureza, o espírito. A idéia constitui o princípio inteligível da realidade; a natureza é a exteriorização da idéia no espaço e no tempo; o espírito é o retorno da idéia para si mesma. Estas três grandes partes do sistema representam ao mesmo tempo os três momentos do método absoluto: afirmação, negação e unidade de ambas. O absoluto é primeiramente pensamento puro e imaterial; depois existência exterior ao puro pensamento, dissolução do pensamento no tempo e no espaço (é a natureza). Em terceiro lugar, o absoluto regressa da sua existência exterior, da sua alienação de si para si; neste regresso converte-se no pensamento que se conhece a si mesmo, que existe por si mesmo: o espírito.

O Baile de Máscaras

Estou me cansando da nossa sociedade, cada vez mais a encaro com desprezo e indignação, quanto mais tento me socializar, mais penso nesta vida como um baile de máscaras. Aonde a maioria das pessoas acredita que o o baile reflete suas vidas. Podendo assim passar a imagem e ilusão de que são alegres, felizes, bonitos, bem vestidos, resolvidos, despreocupados, sortudos, amigos, e tudo o mais quanto querem ser. Porém, me sinto diferente, como se estivesse em casa, vendo a reprise do baile pela TV, e noto que tudo não passou de uma tolice, com isso percebo queu não sou tão feliz, alegre, bonito, bem vestido, despreocupado, sortudo ou amigo quanto eu queria que pensassem sobre mim no baile, como consequência procuro estudos não corriqueiros que fazem com que me vivo de verdade, para que aos poucos no escuro da caverna, eu vá clareado minha visão sobre mim mesmo. Lamentavelmente. estou tão acostumado ao baile, que não me reconheço conheço mais, pra mim, o eu real é o eu que acorda todo dia para o baile.

Tenho uma imensa dúvida sobre o que acontecerá quando finalmente descobrir quem sou , do que gosto e o que penso. Para chegar a isso, quanto tempo mais terei que viver aqui? Neste baile sem fim. Pra quê, e porque?

Das dúvidas surgirão as respostas, e consequentemente o crescimento, mas em meio as descobertas, cultivo algumas certezas. Sei que preciso terminar minha vida sem rixas com outrens, preciso honrar minhas responsabilidades dentro do baile, e por fim deixar o meu legado.

Transformar o desprezo em compaixão e a indignação em compreensão não é tarefa difícil para mim, contudo, o que realmente me compromete é o sentimento de que estou perdendo meu tempo! Este baile inútil e repetitivo toma meu tempo de vida! Enquanto eu poderia empregar meu tempo para algo produtivo não só pra mim, mas para a humanidade, sou forçado a ficar neste medonho baile, até que uma oportunidade apareça para que eu me livre dele.

Pensando ainda mais na analogia do baile, ele é ridículo, pois não somos apenas obrigados mas tabmém ensinados a agir de acordo com as 'boas' normas estabelicidas por pessoas como eu e você que se julgam mais conhecedores do baile, e se acham no direito de ditar como o baile de seguir.

E por que as pessoas insistem no baile? Elas tem medo de se mostrarem como realmente são? Do que elas tem medo? De suas fraquezas? De seus defeitos? Não é preferível que abandonemos nossas fraquezas e corrijamos nossos defeitos à escondê-los. Porque me vejo então obrigado a continuar assim? Será porque não vejo outra saída? Tenho medo de ferir aqueles próximos a mim? O que acontecerá quando eu me recusar a ir ao baile?

Fazendo uma analogia, eu poderia ficar em casa empregando meu tempo no que gosto, mas se eu não for ao baile não terei comida, nem dinheiro para sustentar o personagem que criei, pior, os personagens que estão junto a mim também cairão, e eles talvez não estejam preparados. Constato que a vida me colocou determinados grilhões que se não impossíveis de quebrar, são imensamente difíceis, talvez seja o trabalho de uma vida. Penso que uma solução seria ir me desvencilhado aos poucos dos grilhões, para um dia me mudar para um lugar longe do baile, e em que eu não dependesse dele para viver. Dessa forma, penso que o mais difícil seria retornar ao baile sem participar dele. Em uma analogia, seria de muita brusquidão minha entrar pelado no baile, o efeito seria muito prejudicial aos personagens e de certo que eu seria condenado a alguma pena extremamente severa.

Mas como retornar ao baile causar efeitos negativos ? E como mostrar aos outros que o baile é uma ilusão. Será que me livrarei do baile quando conseguir ser eu mesmo no baile? Dançar por que quero, rir por que quero, e não por que não tenho outra escolha. Passar sentimentos e boas emoções aos outros sendo sincero e sem segundas intenções.

 
 
 
 

Postar um comentário 0 comentários:

Postar um comentário